Minha Opinião – Freedom Planet, o jogo do Sonic que não é do Sonic!

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Olá, pessoas! Tudo de boa? Hoje estou estreando aqui no blog o “Minha Opinião”, uma espécie de quadro ou post especial, no qual faremos análises de games, filmes e outras coisas. E pra estrear nada melhor que um jogo bom pra caramba, mas que ainda é pouco conhecido pelo grande público. Trata-se de Freedom Planet, um jogo indie de ação e plataforma desenvolvido pelo estúdio independente Galaxy Trail. O jogo foi concebido inicialmente como um fangame do Sonic, mas logo tornou-se um projeto maior que deu origem a este belo jogo. Neste post irei analisar os pontos positivos e negativos do jogo e explicar porque estou recomendando a vocês leitores. 

O enredo de Freedom Planet se passa no mundo de Avalice. Nele existe um artefato de grande poder chamado “Kingdom Stone” e que fornece energia aos três grandes reinos que dividem o mundo, Shang Tu, Shang Mu e Shuigang. A história começa quando a nave principal de um poderoso tirano intergaláctico conhecido como Lord Brevon sofre uma pane e acaba por aterrissar em Avalice. Para poder consertar a nave e retornar ao espaço o vilão decide tomar para si a Kingdom Stone para usar como fonte de energia de sua nave. Para tal propósito, ele invade e assassina o rei de um dos reinos e passa a manipular o príncipe desse reino para que este inicie um conflito com os outros reinos. O plano de Brevon, entretanto, é descoberto por Torque, um alienígena que trabalha para uma federação espacial que tem lutado contra Brevon durante muito tempo. Torque decide se infiltrar no planeta para tentar alertar os habitantes do mesmo sobre os planos do vilão, mas sua nave é descoberta e derrubada pelos soldados de Brevon. No exato momento e local onde isto acontece estão Sash Lilac e Carol Tea, duas jovens caçadoras de tesouro. Lilac, tendo um senso de justiça muito forte, não consegue ignorar o fato de que alguém está sendo atacado e decide ajudar o estranho, enquanto que Carol apenas a segue para evitar que sua companheira se meta em alguma enrascada. E, sem saber que estavam se metendo num conflito que afetaria o planeta inteiro, começa a aventura das duas protagonistas em busca da Kingdom Stone. Ufa! Prólogo longo esse hein?

Geralmente neste tipo de jogo o enredo não é algo de muito destaque. Isso se deve ao fato de que as mídias que armazenavam os jogos mais antigos (cartuchos) não tinham muito espaço de armazenamento. Por isso, procurava-se simplificar o enredo para poder focar nas mecânicas de jogo. Freedom Planet, apesar de ter o estilo destes jogos antigos, aproveita-se do fato de que estas limitações não existem mais e tenta criar uma história ao mesmo tempo divertida e impactante. As cenas “in game” são completamente dubladas em inglês, por sinal. No entanto, os autores não conseguiram se decidir sobre que tipo de sentimento queriam passar através do enredo. Existem vários momentos em que a história é bem leve e infantil com direito a piadinhas e tudo mais. Em outros, ele se torna extremamente “dark” com cenas, eu diria, até pesadas pra o público mais jovem. Vide a abertura do jogo, na qual o vilão Brevon decapita um dos reis. Tem ainda uma cena bem mais na frente que ainda me dá arrepios, não de medo, mas sim de incômodo com a cena em si. Nela, Lilac é capturada por Brevon e colocada numa máquina. E então, passa a ser TORTURADA com choques elétricos e tudo isso torna-se incômodo graças à ótima dublagem da personagem. Os gritos são agonizantes na cena! Após o término da mesma só uma coisa me passava pela cabeça: “Eles exageraram demais…”.

O enredo em si não é ruim, mas passa longe de ser épico. Outro problema são as cenas de história. Elas tendem a se arrastar por tempo demais. Algumas sequências de história podem passar de 30 minutos! É, meia hora só de diálogos e cenas, nas quais o jogador não faz nada, só assiste. Levando em consideração que o mais importante neste tipo de jogo são as mecânicas e o gameplay, eu considero isso um ponto negativo. No entanto, eles consideraram isso e adicionaram o modo de jogo “clássico”, no qual não há cenas de história, você simplesmente completa uma fase e passa pra próxima. Ponto positivo!

Os gráficos do jogo usam o estilo clássico dos 16-bits. O jogo usa sprites e texturas 2D e o uso do efeito parallax scroling, que dá sensação de profundidade ao plano de fundo dos cenários, deixa as fases bem bonitas. As animações dos personagens também são ótimas e fluídas. Não há muito o que falar aqui, apenas que foi um trabalho muito bem produzido pelo estúdio.

Freedom Planet, um jogo do Sonic que não é do Sonic.
Freedom Planet, um jogo do Sonic que não é do Sonic.

As músicas são excelentes, é uma das melhores trilhas sonoras de jogos que já ouvi. Cada uma ambienta muito bem as fases e lembram muito o estilo das músicas de outros clássicos como Sonic e Megaman. A dublagem é boa, sem dúvida acima da média pra um jogo desse tipo. Os efeitos sonoros também são bons. Em geral, a parte sonora é muito bem executada. Tão bem que até me deixou incomodado com o realismo dos gritos da Lilac na cena da tortura. Prefiro nem lembrar…

Na questão da jogabilidade, torna-se inevitável a comparação deste jogo com os jogos clássicos do Sonic, afinal este jogo foi originalmente concebido como um fangame do Sonic. Sendo assim, é possível encontrar várias referências aos jogos do Sonic no Mega Drive. Loopings, half-pipes e a alta velocidade são as características em comum que este jogo tem com os jogos do ouriço. No entanto, Freedom Planet não é um clone do Sonic. Na verdade, ele é uma homenagem aos clássicos da era 16-bits que mistura elementos de vários jogos clássicos numa fórmula divertida e dinâmica sem perder sua própria identidade.

O objetivo dentro do jogo é bem simples. Basta chegar ao final da fase e derrotar o chefe para avançar. É o básico de muitos clássicos. As protagonistas Lilac e Carol possuem habilidades distintas, o que ajuda a variar o gameplay, já que elas passam pelas mesmas fases havendo apenas uma fase que é única para cada personagem. Lilac corre mais rápido, tem ataques mais fortes e uma variedade maior de movimentos de ataque. Ela também possui o “Dragon Boost”, uma técnica que permite a ela se projetar para a frente ou para cima em alta velocidade destruindo tudo o que tocar pelo caminho e ricocheteando ao bater em paredes. Já Carol é mais lenta e tem ataques mais fracos, mas bem mais rápidos. Suas habilidades especiais incluem escalar paredes (no estilo de Megaman X), saltar rapidamente entre vários painéis especiais espalhados pelas fases (como Sonic podia fazer em algumas fases em Sonic Adventure), rolar como uma bola (igual ao Sonic) e ela tem uma motocicleta que permite que ela execute um pulo duplo, se mova mais rápido e ande pelas paredes e até pelo teto (aparentemente, é uma referência a um jogo chamado Blaster Master, mas eu nunca joguei)! Ainda há uma terceira personagem jogável chamada Milla que é liberada após completar o jogo uma vez com qualquer uma das outras personagens. Milla é ligeiramente mais rápida que a Carol, tem a habilidade de flutuar e ganhar altitude no ar com um pulo duplo (similar ao Yoshi em Super Mario World 2: Yoshi’s Island), pode invocar um bloco feito de sabe-se lá o quê pra jogar nos inimigos e seu ataque normal é um escudo que pode refletir projetéis. Ela é de longe a personagem mais difícil de jogar, pois tem pouquíssima vida. Todas as personagens tem controles simples e fluídos, exceto que os pulos passam a impressão de que as personagens são “leves” demais.

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A dificuldade do jogo é um tanto inconsistente. As fases iniciais são bem tranquilas, mas mais pra frente ocorrem picos insanos de dificuldade em algumas fases. Alguns chefes também são bem complicados. Eu cheguei a perder mais de trinta vidas a primeira vez que enfrentei o chefe da fase exclusiva da Lilac, Pangu Lagoon. E o último chefe também é insanamente difícil, tanto que os produtores diminuíram um pouco a dificuldade através de patch. Uma das mudanças foi o fato do chefe final não conseguir mais te matar quando te arremessa que foi o que mais me matou na primeira vez que o enfrentei nas primeiras versões do jogo. Eu nem cheguei a terminar o jogo com a Milla, já que como ela tem menos da metade da quantidade de vida das outras duas, eu já imagino o quão irritante devem ser as fases finais com ela. Para os que não gostam de muita dificuldade, o jogo tem a opção de trocar a dificuldade para “easy” (fácil), na qual a sua vida se regenera automaticamente. Nas outras dificuldades, é necessário encontrar “Life Petals” espalhadas pelas fases para recuperar vida.

Já as fases são bem trabalhadas e oferecem uma boa quantidade de desafio. No entanto, elas são longas. E por longas, eu quero dizer MUITO longas. Elas tem uma duração média de 15 minutos e se você for explorador como eu, não se surpreenda se passar mais de 30 minutos perambulando por uma fase. Não há limite de tempo ao contrário dos jogos do Sonic, então não se preocupe.

O jogo possui dois modos principais, o modo história e o time attack, no qual o jogador pode revisitar as fases e tentar bater seu melhor tempo. Dentro deste modo também há uma espécie de modo academia, na qual o jogador passa por uma série de desafios buscando sempre obter o melhor tempo possível. Este modo é útil para praticar os movimentos das personagens para usar nas fases normais. Também há uma galeria, na qual o jogador pode visualizar as conquistas obtidas e as que faltam.

Freedom Planet é, sem dúvida, um dos melhores jogos que tive a oportunidade de conhecer nos anos recentes. Uma excelente homenagem aos jogos clássicos da era 16-bits e um dos títulos indie mais bem feito também. Não é um jogo perfeito, mas vale sim a pena conferir. No site oficial do jogo há uma demonstração gratuita disponível para quem quiser conferir o jogo e ver se vale a pena a compra. O jogo está disponível no Steam por R$ 27,99. É, não é exatamente o preço mais em conta do mundo, mas é pra isso que existem as promoções! Pra quem quiser baixar a demo basta clicar no link abaixo.

Site oficial do jogo

Ah, já ia esquecendo! Na época em que eu estava brincando de ser Youtuber, eu fiz um vídeo recomendando o jogo. Vou deixar aí em baixo pra quem quiser ver, isto é, se não se importarem com o fato de eu dar uma engasgada em certo momento do vídeo. Mais pra frente eu farei uma postagem sobre esse negócio de ser Youtuber.

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3 comentários sobre “Minha Opinião – Freedom Planet, o jogo do Sonic que não é do Sonic!

    • Samuel Lima 28/08/2015 / 07:34

      Obrigado pelo comentário. Dei uma olhada no seu blog e achei bem feito e estruturado. Talvez minha irmã se interesse pelo conteúdo dele.

      Curtir

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