Gamer Nostálgico: A Grande Série de JRPGs, Tales of!

 

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Créditos ao usuário do Photobucket “Gearsecond”

Tales of é uma das séries de RPG para consoles produzida pela Namco e uma das mais antigas, tendo iniciado ainda na era 16 bits. A principal inovação trazida pela série foi o combate em tempo real através do sistema Linear Motion Battle (LMB), no qual os personagens lutam num campo bidimensional em sidescrolling similar a um jogo de luta. É possível dar ordens aos outros personagens que são controlados pela inteligência artificial (IA) e é possível programar várias tipos de comportamento diferente para a IA. O jogador também pode utilizar suas técnicas especiais através de combinações do botão direcional com o botão de ataque especial. Também é possível defender ataques e usar magias, tudo em tempo real.

Eu resolvi falar um pouco desta série por ela ser a minha favorita em consoles de mesa e pela aproximação do lançamento de Tales of Berseria, o próximo grande jogo da série, aqui no ocidente. Por sinal, eu diria que Sonic e Tales of são as únicas séries triplo A (jogos modernos com orçamentos de milhões de dólares) que eu tenho interesse hoje em dia.

O primeiro jogo lançado foi Tales of Phantasia para o Super Nintendo. O jogo utilizava uma tecnologia chamada FVD (Flexible Voice Driver) que possibilitou a adição de vozes e até músicas cantadas, o que faz do cartucho deste jogo um dos maiores do SNES em termos de quantidade de dados armazenados. O jogo foi lançado também para Playstation, Game Boy Advance e PSP.  Eu gostaria de falar um pouco mais, mas eu ainda não joguei este jogo pra falar a verdade. É, eu sei. É um pecado como fã da série não ter jogado este game ainda, mas eu arrumarei tempo para ele eventualmente.

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O jogo que me introduziu à série foi o segundo da franquia, Tales of Destiny. Ele foi lançado para Playstation em 1997 no Japão e em 1998 nos EUA. Ele não fez tanto sucesso quanto o primeiro, pois foi lançado numa época em que a concorrência neste tipo de jogo estava realmente pesada. Final Fantasy 7 (outro jogo que estou devendo jogar) era o assunto do momento quando se tratava de RPGs e o sucesso estrondoso deste título acabou por deixar o Tales of Destiny para escanteio.

Eu conheci o jogo quando procurava pela versão de Playstation de Chrono Trigger. Como não encontrei e o vendedor percebeu que se não fizesse algo eu iria embora sem levar nada, ele veio com a famosa conversa de vendedor de que este jogo era bom e que eu deveria testá-lo e blá, blá,blá. Como eu não queria dar a viagem perdida, eu resolvi levar o jogo. E eu gostei demais dele. O sistema de luta em tempo real era super divertido e eu gostei bastante dos personagens e do enredo. Eu finalizei o jogo três vezes, coisa que nunca tinha feito antes com um RPG. E foi graças a isso que eu me apaixonei pela série e começou a procurar por outros jogos da mesma. Ah, também preciso mencionar que este jogo em particular passou desapercebido no ocidente, mas foi reconhecido no oriente e graças a isso ganhou um remake no Playstation 2 com direito a novas mecânicas de jogo, gráficos 2D de altíssima qualidade e um enredo mais aprofundado, incluindo um modo de jogo no qual o jogador passa pelas mesmas situações através da perspectiva do personagem Lion Magnus que tem grande importância no enredo. Eu tenho o jogo, mas não é original. Eu comprei numa loja online brasileira.

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Esse é o jogo na versão PS2 que comprei.

O terceiro jogo da série trouxe um pouco de confusão para a franquia. O nome original do jogo no Japão é Tales of Eternia, mas Eternia era, na época, uma marca de copyright da Mattel. Lembram-se de He-Man e os mestres do universo? Bem, o mundo no qual He-Man existe chamava-se Eternia e, por isso, era propriedade da Mattel. Devido a isso, o nome do jogo teve de ser alterado para poder ser lançado no mercado americano. Ele passou a ser Tales of Destiny II. No entanto, este game não possui qualquer ligação com o primeiro Tales of Destiny. Absolutamente nada. Isso não seria um grande problema se não fosse o fato de em 2002 no Japão eles terem lançado Tales of Destiny 2, o quarto jogo da série e sequência direta do primeiro Destiny. O quarto jogo nunca veio ao ocidente e, por isso, muitos não sabem de sua existência. E graças a isso há muita confusão em torno de qual jogo é a sequência do Tales of Destiny. Anos mais tarde quando a Mattel deixou de existir e não existia mais qualquer tipo de licenciamento sobre o nome Eternia, o jogo foi relançado no PSP com o nome original.

Este terceiro game trouxe grandes melhorias no sistema de combate e gráficos muito melhores que seus antecessores. As batalhas ficaram muito mais dinâmicas e rápidas e este game também introduziu as Mystic Artes (ou Hi-Ougis como são conhecidos no Japão), movimentos especiais super poderosos únicos para os personagens que só podem ser ativados sob certas circunstâncias. Eu não vou me aprofundar mais, pois farei a análise do jogo eventualmente.

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Como eu já mencionei, o quarto jogo da série, Tales of Destiny 2, é uma sequência direta do segundo, mas ele nunca saiu do Japão. Essa época eu meio que considero como a era das trevas da série. Não porque os jogos eram ruins. Não, os jogos só ficavam cada vez melhores. O problema era o fato dos cabeças da Namco não acreditarem no mercado americano como um investimento que valesse a pena para este tipo de jogo. Eles resolveram parar de trazer alguns jogos para o mercado ocidental e isso alguns rombos na série para os fãs ocidentais, em particular este quarto jogo, o remake do Tales of Destiny e o Tales of Rebirth.

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O jogo mais conhecido da série é, de longe, o Tales of Symphonia. Ele foi lançado em 2003 no Japão e em 2004 na América do Norte. A versão mais conhecida é a versão de Gamecube, mas o jogo também saiu no Playstation 2 (exclusivamente no Japão) e com muitas novas adições ao gameplay. Este foi o primeiro jogo em 3D e o que finalmente fez a série ser reconhecida em solo americano. Ele foi relançado como Tales of Symphonia Chronicles em 2014 no PS3 e 2016 na Steam e contém tanto o Tales of Symphonia como a sequência que foi lançado para o Nintendo Wii. Vale mencionar que este jogo tem ligações com o primeiro da série, o Tales of Phantasia.

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Tales of Rebirth é um dos dois jogos da série que saíram no PS2 e ficaram até agora completamente excluídos do mercado ocidental. O enredo aborda temas fortes como preconceito e racismo e as mecânicas do jogo são um pouco mais complexas que as dos outros jogos, já que envolvem mover-se através de múltiplas linhas 2D durante as batalhas. Eu consegui aprender as mecânicas do game e o considero um dos melhores da série.

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Os últimos dois jogos que irei mencionar serão o Tales of Legendia para PS2 e o meu favorito, Tales of the Abyss. Legendia foi lançado em 2005 no Japão e em 2006 nos Estados Unidos. Muitos o consideram a ovelha negra da série, devido à jogabilidade fraca e sem inovações, um retrocesso em relação aos antecessores e gráficos e efeitos visuais abaixo da média para a época em que foi lançado. Eu farei a análise completa futuramente, mas já vou falar logo que eu gosto deste jogo. Ele peca em relação às mecânicas, mas o enredo e os personagens foram muito bem trabalhados. Aliás, esse é o principal destaque deste jogo.

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Por fim, irei falar falar do meu favorito, Tales of the Abyss. Este é o jogo que mais joguei na série. Finalizei diversas vezes, fiz todas as missões secundárias e também fechei na dificuldade máxima. Eu simplesmente amei os personagens e o enredo desse jogo. As batalhas ficaram ainda melhores com a adição do Free Run que permite que o jogador se movimente livremente pelo campo de batalha. E é lógico que tenho de mencionar Jade Curtiss, meu personagem favorito da franquia. Ele é super engraçado e sarcástico, mas também tem um nível de profundidade absurdo, sem falar que ele é simplesmente fantástico nos combates. Este jogo ganhará uma análise bem longa aqui no blog! Ah, e também há uma adaptação em anime deste jogo. Para quem se interessar em procurar, ela tem 26 episódios e é bem fiel ao jogo, apesar de haverem algumas mudanças. Eu também farei a análise do anime.

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Vou parar a postagem aqui. Se eu for falar de todos os jogos passarei uma eternidade digitando. A série Tales of possui dezenas de jogos, divididos entre os que fazem parte da série principal e os spin-offs. São tantos jogos que é quase impossível obter todos. Infelizmente, como eu ainda não tenho um Playsation 3, eu não pude jogar nenhum dos jogos da série na última geração. Estou com uns sete ou oito jogos de atraso em relação à série principal. Vai ser difícil acompanhar o ritmo da franquia, mas eu, sem dúvida, jogarei todos os jogos que estão faltando. Por fim, vou deixar um vídeo do Youtuber Omegaevolution que mostra todos os hi-ougis do novo jogo da série, Tales of Berseria, pois eu achei eles incríveis e bem legais. Quem quiser assistir, esteja alertado para a possibilidade de spoilers no vídeo.

E você caro leitor? Conhece a série Tales? Quais são seus jogos favoritos? Deixe seu comentário aí embaixo e lembre-se de nos seguir nas redes sociais!

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